A Herpetologia no sul do Espírito Santo

Texto: Erlan Pirovani


A herpetologia é a ciência que estuda os anfíbios e répteis, um ramo que apresenta crescente resultados em todo o país e para o sul do Espírito Santo não seria diferente.


Phyllomedusa burmeisteri, Perereca verde. Fotografia: Thiago Silva-Soares.


A região sul capixaba conta com 22 municípios, dividido em três microrregiões: Itapemirim, Cachoeiro de Itapemirim e Caparaó e em cada uma delas existem áreas de relevância ecológica para o nosso estado, bem como pequenos fragmentos de Mata Atlântica particulares.

Partindo dessa informação a equipe do Herpeto Capixaba vem realizando um trabalho de levantamento e identificação dessas espécies, trazendo frequentemente informações sobre a fauna que podemos encontrar nesta região.


Bothrops jararaca (Jararaca). Fotografia: Thiago Silva-Soares.


Durante os últimos dois anos de pesquisas frequentes nas áreas do sul do Espírito Santo foram encontradas espécies muito importantes ecologicamente, como a Pseudoboa nigra (Muçurana), também conhecida como a cobra “do bem”, pois ela se alimenta de outras serpentes. Algumas serpentes que são controladoras de pragas, se alimentando dos roedores que podem transmitir doenças, espécies raras como o lagarto Diploglossus fasciatus, que é um animal difícil de ser visualizado e que tem uma beleza e tanto, e até animais de grande interesse médico, como por exemplo as serpentes do gênero Bothrops (Jararaca) e Micrurus (Coral Verdadeira) têm sido avistadas em diferentes locais do sul do estado.


Diploglossus fasciatus (Briba/lagarto-listrado). Fotografia: Thiago Silva-Soares.


Porém o trabalho da equipe do Herpeto Capxiaba nessa região não se resume em apenas apontar as espécies que ocorrem na área, mas também vem trabalhando com educação ambiental, levando para a população do entorno das áreas amostradas a importância da presença desses animais no nosso ecossistema.


Além disso, outras linhas de investigação estão em desenvolvimento, como a pesquisa com a descrição da toxina presente na pele de anfíbios que se iniciou no ano de 2018 e que pode trazer ótimos resultados para melhor entendermos os mecanismos de defesa usado por esses animais.